19 Abril 2009

SANDES DE CEBOA #0000002

Está aí a SANDES DE CEBOLA #0000002!
Artzine com edição da Mula Alada e com coordenação minha e da Patrícia Freire.
Todas as informações e encomendas AQUI.
























andré lemos (capa)

BARBATUQUES

Já espalhei isto anteriormente, mas sabe bem voltar a ver...

30 Março 2009

Costileta



Não, não foi no Fantas que eu vi isto...

07 Fevereiro 2009

SANDES DE CEBOLA #0000001


















Miguel Mocho (capa)




















Daniel Figueiredo; João Sequeira;Leopoldo Antunes; Luis Carrapato;Miguel Mocho



Está pronto o #0000001 da artzine Sandes de Cebola, com capa e páginas centrais com desenhos meus.
A tiragem é única e limitada a 40 exemplares, e cada exemplar tem uma gravura original e única de Patrícia Freire.

Mais informações no blog da editora mula alada


01 Janeiro 2009

Sublime

gravado nas ruas, por "todo" o mundo...

05 Setembro 2008

A propos de Mocho
















A propósito do lançamento do álbum Long Knives Through The Grapevine, eis algumas publicações que serão brevemente editadas, a nível internacional, sobre o músico Miguel Mocho

08 Agosto 2008

The Letter - Harry Partch

28 Junho 2008

Long Knives Through The Grapevine

Long Knives Through The Grapevine
Opuntia Books 2008

capa e edição André Lemos
poemas Les D. Turley
tradução Marta Elias
ilustrações Filipe Abranches
música Miguel Mocho



CD
01 dumbness 02 alley sounds for a street king 03 clown 04 babbling 05 gecko quest 06 big and mean with horns 07 white horizon 08 lord of triangles

miguel mocho
baixo, banjo, concertina, e-bow, glockenspiel, guimbarde, guitarra, harmónica, harpa celta, melódica, percussões, programações, sons captados (overdubs), teclados, voz *

participação:
zé sapo violoncelo (alley sounds for a street king; clown)
joão aleixo
sticks ** (dumbness)

* white horizon - voz de processsador de computador
** baquetas na tábua do pão


agradecimentos: flip sousa; joão aleixo; ricardo brito; carlos b norton; diogo mendes; luis taborda; eddie santos; pedro sebastião
agradecimentos especiais: patricia freire; zé sapo
agradecimentos a quem acabou por não ter nenhuma participação, mas dispôs-se generosamente a isso, quando abordado por mim: henrique martis; nuvem; jorg demel; gil nave; andré penas; tózé bexiga; celina piedade
(e ao andré lemos, por me ter massacrado a cabeça o suficiente para eu ter mesmo gravado o raio do cd J)
todos os temas: poemas les d. turley + musica miguel mocho
© miguelmocho 2008

livro+cd com 8 poemas do obscuro Les D. Turley, 8 ilustrações de Filipe Abranches e um CD com 8 músicas de Miguel Mocho.
foi tudo feito em casa, com o meu portátil (ACER Aspire 1644WLMi; Intel Pentium M 760, 2.0GHz, 533Mhz FSB, 2MB L2 cache; 100GB HDD; 1GB DDR2; placa de som OnBoard), os meus instrumentos (e um ou outro emprestados), um micro SHURE SM58 (sem cabeça “passou a ser” um SM57 para captação de instrumentos e amps).
o cello foi captado com micro AKG do sapo e gravado para o PC passando por uma mesa FOSTEX.
lord of triangles inteiramente gravado em MiniDisc SONY MZ-R700, com micro SONY ECM 717 e utilizando sons reais de chuva (à janela da minha casa lá por Abril) captados com o mesmo equipamento.
programações em Fruity Loops.
gravação, mistura, produção e pseudo-edição em Nuendo.
overdubs captados naquelas situações em que alguns de vocês já me viram de micro na mão a gravar o mar a bater nas costas da córsega, os grilos a cantarem na serra de Arouca, os passos de um camelo nas dunas de merzouga ou os discursos do meu avô na ceia de natal.
composto, gravado e produzido intermitentemente entre 10 e 28 de Junho de 2008.
recomenda-se a audição com headphones para melhor desfrutar das panorâmicas acentuadas.
durante a produção deste cd foram aliviadas de existência cerca de uma centena de médias CERGAL (€1,39 o pack de 6, no PINGO DOCE), uma garrafa de JOHNNY WALKER Black Label, uma garrafa de JIM BEAM Kentucky straight bourbon whiskey, uma garrafa de BUSHMILLS e vários outros artigos.
nenhum animal foi ferido ou maltratado durante a produção deste cd (com eventual excepção para maus tratos a um mocho).

PLAY IT LOUD ! ! !

Turley
recorded, mixed & produced BY miguel mocho, AT mocho-caverna, WITH nuendo, IN stereo, ON bushmills


críticas disponíveis:
http://lerbd.blogspot.com/2008/07/long-knives-through-grapevine-les-d.html
http://osamasecretlovers.blogspot.com/2008/07/post-laica-sound-12.html


OUVIR / LISTEN

10 Junho 2008

4 mulheres de coragem
















acrílico s/ tela - 50 x 40 (2008)
(cartaz para peça d’a bruxa teatro)

4 mulheres de coragem
de Rona Munro
Uma peça sobre a força e a fraqueza, a sobrevivência e a traição. Relata-nos a vida de quatro mulheres cujos maridos foram mortos ou estão presos por razões políticas. Vivendo no quotidiano da guerra, em Belfast, os problemas são o background constante da peça mas, de certo modo, são periféricos às vidas destas mulheres que se habituaram a viver nas dificuldades de quem vive em zona de guerra. Marie e o seu viver quotidiano, passado nas quatro paredes da cozinha, os riscos quando se visita o night club local, a bebida… O aparecimento de uma estranha rapariga ameaça a estruturada condição de viúva de Marie e, com ela, a rebelião. O conformismo dá lugar à esperança em quatro vidas aprisionadas numa cidade aprisionada.


tradução António Henrique Conde
encenação Figueira Cid
cenografia+figurinos Sara Machado da Graça
interpretação Ana Leitão, Josefina Massango, Marta Inocentes e Sara Costa
a bruxa TEATRO 12Jun-05Jul 2008 _ ter-sab _ 21h30
120’ _ drama _ m/16

01 Abril 2008

Dudeísmo




















...não se pode cometer o erro frequente de confundir dudes com hippies!
Hippies são meros bandos ingénuos de sentimentalistas que fumam demasiada ganza.
Dudes de mochila às costas, por outro lado, são independentes, bem informados, e suficientemente cínicos para saberem que as pessoas e as coisas não são intrinsecamente “todas boas”. Muitos deles também fumam demasiada ganza, mas isso é outro assunto. Pode-se dizer que os dudes são realistas que se revoltam contra idealismo excessivo, enquanto que os hippies são idealistas que se revoltam contra realidade excessiva. Assim, o mandamento dude é o mesmo que o de Voltaire, o de Samuel Johnson e o de Thoreau: Tende para o teu próprio pequeno jardim e conserta a vedação do teu vizinho.
Os
hippies, por outro lado, pensam que o mundo inteiro é um jardim sem vedações, e depois ficam desapontados quando as pessoas disparam contra eles por invasão de propriedade. Esta seria uma excelente época para convocar Adão e Eva, mas os dudeistas não acreditam que essa treta tenha alguma vez acontecido.


Oliver Benjamin

Duderonomy

A liberdade é excelente! Muitos jovens morreram com a cara no estrume para proteger a nossa liberdade. Apesar disso, ainda há que ser cortês e manter a voz baixa em restaurantes familiares.
DUDERONOMY: Regras para viver segundo elas e, por vezes, para quebrar (livro 3)

15 Março 2008

The Recording Sessions


13 Março 2008

Una cerveza mas, por favor

27 Fevereiro 2008

Trip Marroquina


31 Janeiro 2008

Blowin'SK8

19 Outubro 2007

Thriller


Um dos vídeos mais marcantes de sempre!!
John Landis na realização e Mick Garris (Produtor da série Masters of Horror) no 1º zombie a sair da campa

15 Fevereiro 2007

Feelin' Blue


31 Dezembro 2006

FINDÂNU




















SHOTGUN are back in business.
Mocho . Eddie . Núvem . Aleixo
007 - Licença para tocar

30 Novembro 2006

Love Boat 2 - Évora

29 Novembro 2006

Tom Waits - London nov'04 - Murder in the Red Barn, Day After Tomorrow

I was there...

24 Novembro 2006

Blue Riot in Evora

17 Novembro 2006

The Love Boat














@évora

02 Novembro 2006

'tamos juntos

02 Maio 2006

Ao Sul

Miguel, Mentes? Minto.

469 anos depois.
ao sul. terra à vista.


passa por mim em http://mumemo.blogspot.com/

...que eu só torno a passar por aqui em setembro



De que me serve fugir
Da morte, dor e perigo,
Se me eu levo comigo?


Tenho-me persuadido,
Por razão conveniente,
Que não posso ser contente,
Porque que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido,
O meu tormento comigo,
Que eu mesmo sou meu perigo.

E, se de mim me livrasse,
Nenhum gosto me seria;
Que, não sendo eu, não teria
Mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assim passe,
Ou com desgosto comigo,
Ou sem gosto e sem perigo.

Luis Vaz de Camões

19 Abril 2006

Southbound GIG

















Antes de "Os 121 dias da selva africana"

13 Abril 2006

O Verdadeiro Artista
















Agradecimentos ao meu amigo Edgarbury!

30 Março 2006

Southbound


















The Tropic Dweller's last appearence!

21 Março 2006

Me, Myself and I
































caneta s/ papel

19 Março 2006

METAMORFINA # 01

No passado dia 17 de Março ocorreu o lançamento do METAMORFINA em Évora e aqui ficam alguns testemunhos visuais de amigos que não quiseram deixar de apoiar o seu livro favorito.























08 Março 2006

METAMORFINA em évora


















É agora...!

Lançamento do livro > Sessão de autógrafos > Apresentação de diaporama sobre elaboração do livro > Clip Metamorfina > Freaky image-show surfin' over wild music waves!

13 Janeiro 2006

Nothing But The Blues





















the blues ain’t nothing but a good man feelin’ bad

MOJO HAND – Espécie de amuleto hoodoo, que consiste num pequeno saco, com poderes mágicos, contendo determinados ingredientes e perfumado com certas essências, conforme o feitiço ou o poder a que se destina. Elemento de grande relevo na iconografia do blues.

MOJO – da palavra africana “mojuba” (reza, oração de graças).

HAND – conjunto das diferentes cartas que um jogador tem na mão e de que dispõe para uma partida.

A MOCHO HAND – Partida de blues de Miguel Mocho (guitarras . harmónica . voz), com os trunfos que reúne para cada feitiço. Esta noite: joão aleixo (bateria . congas), núvem (baixo . contrabaixo); jorg demel (sax soprano), gonçalo (guitarra). Nothing But The Blues.

Sociedade Harmonia Eborense :: 07 Janeiro 2006 :: 23h30

31 Dezembro 2005

Ecce Homo


"I've seen things you peolple wouldn't believe..."

30 Dezembro 2005

Cu - Ri - Cu - Lume


Amsterdam _ Umma Gumma CoffeeShop _ Ago997


Miguel Mocho nasceu em Lisboa.
Desde cedo dedicou-se à música, com a consequente acumulação de dívidas e mal-estar físico. Compôs bandas sonoras duvidosas para filmes que ninguém viu e participou, como actor, em produções que ninguém conhece. Mais tarde estudou cinema, o que lhe serve para tecer comentários mais arrojados, quando vai ao Nimas.
Estudou desenho e pintura, tendo abrandado a sua actividade nesta área ao constatar que até os deficientes pintam melhor os postais de Natal com os pés do que ele com as suas mãos enormes.
Licenciou-se em arquitectura, como plano para arranjar uma carreira, mas acaba por passar os seus dias a escrever histórias bizarras em bares duvidosos...
Viajou e residiu em vários pontos do mundo, e morrerá um dia, em parte incerta, de forma despercebida e, certamente, na miséria.

24 Novembro 2005

Crepi Lupo!


Moto Guzzi V7 Special 1969

Em 93 apaixonei-me por uma mais velha do que eu...
Foi em Milão, e voltei para Lisboa com o coração suspirante. Só no ano seguinte consegui ir buscá-la para junto de mim e, desde então, nunca mais nos separámos.
Claro que ela não sai muito, mas compreende-se... já tem uma certa idade.

23 Novembro 2005

Metamorfina




















De Kafkiano, o METAMORFINA tem quase tudo. Começa com o típico "esta manhã acordei e, " depois é o mundo de um indivíduo que se desmorona num conto de escatologia quase gore, onde, por pouco, poderiam caber cenas do "cidadão Tetsuo". As páginas constituídas por uma imagem são uma galeria de horrores e que acentuam um texto que não nos dá descanso em termos de detalhe horripilante e denunciam o incómodo do quotidiano e da vida burguesa. Com um final que ainda tem direito a um "punch-line", uma história só para quem tem estômagos fortes!

Bedeteca de Lisboa
prefácio de METAMORFINA
LXcomics nº 17
ISBN 972-8487-71-1

21 Novembro 2005

Operação Tallinn


Évora - Faro - Londres - Tallin - Londres - Faro - Évora _ 19-26 Jan 005

Depois da aventura em Ljubljana, lá foi o Mocho para Tallinn (Estónia).
Palavras para quê!?! É um artista Português!
(se lá forem, não provem a Pipra!!! Quem te avisa teu amigo é!)

14 Novembro 2005

Operação Tallinn _ 07


Londres _ Camden Town _ 25 Jan 005

1 pound no Japonês! Ir sempre a Camden ao fim da tarde (18h, para eles) para aproveitar os saldos do dia!

12 Novembro 2005

The piano has been drinking


Londres _ Hammersmith _ Apollo Theatre _ 23 Nov 004

O Tom não pôde ficar na foto, porque estava frio cá fora e doía-lhe a garganta (percebe-se, pela voz do cavalheiro...!).
De resto, poucos comentários há a fazer, perante a surrealidade do momento...

11 Novembro 2005

Voight-Kampff



I want more life, father...!

10 Novembro 2005

I'll tell you 'bout my mother...



Egoísta é todo aquele que não pensa em mim
Oscar Wilde

09 Novembro 2005

Buraco Negro



óleo s/ tela - 70 x 80 cm (1995-96)

08 Novembro 2005

Gignesthai, ou O Triunfo de Morpheu



óleo s/ tela - 96 x 69 cm (1996)

07 Novembro 2005

Rimbaud



















guache s/ papel - 21 x 29,7 cm (1994)

292



acrílico s/ tela - 38,5 x 58 cm (1998)


06 Novembro 2005

Up the Dubs!


Évora _ SOIR _ 24 Abr 005

com torga, ao vivo, nas comemorações do 25 de Abril.

05 Novembro 2005

Shoutin'n'yellin'


Valado de Frades _ Jul 002

com tafka.joe, ao vivo, ali para os lados da Nazaré.

04 Novembro 2005

Slide thang


Valado de Frades _ Jul 002

com tafka.joe, ao vivo, ali para os lados da Nazaré.

03 Novembro 2005

Blow da harp


Valado de Frades _ Jul 002

com tafka.joe, ao vivo, ali para os lados da Nazaré.

02 Novembro 2005

Lola


(Washburn J6)

Conhecemo-nos em Londres, em 1990, na Portobello Road... Eramos ambos jovens e impetuosos e foi amor à primeira vista...

01 Novembro 2005

Metamorfina


Metamorfina _ pág 6


Esta manhã acordei e, ao sair da cama, verifiquei que arrastava ligeiramente o pé esquerdo. Era um arrastar pesado, lento, mas compassado: como que um prolongamento do esforço de andar.
Eram já horas de sair, mas toda aquela nova situação, que se agravava ao longo dos meus afazeres matinais, me atrasara bastante, ao ponto de levar quase dez minutos só para vestir as calças, e duas vezes um quarto disso para calçar os sapatos.
Não poderia aparecer assim no escritório. Nem pensar!
Fui ao fundo dos meus recursos, mas nada me parecia eficaz: Um par de muletas iria criar aquela horrivel reacção de piedade passageira, perversamente temperada com o nojo inspirado por uma aberração; e uma bengala só me daria um ar petulante e irrisório.
Foi então que, ao passar pela cozinha, para o habitual café da manhã, se me prendeu o pé no armário, refúgio da minha meticulosa colecção de garrafas que, em tantas outras ocasiões, completaram as não menos meticulosas exigências dos prazeres da noite.
Aquilo estava a enervar-me e, ao tentar reaver o meu pé, parti uma das três últimas sobreviventes de Brunello di Montalcino de 71. A fúria afogou-me a razão e, num revirar de olhos, um impulso lançou-me as mãos ao aguçado cutelo da carne, deixado sobre a bancada desde o jantar da véspera.
Quando a ira se afastou, a razão narrava-me o sucedido: O cutelo jazia no chão, junto a um resto de tecido das minhas calças e ao sapato ensopado em sangue. Dentro deste, ainda palpitava o que fora o meu pé.
Fiquei danado com a situação, e tratei logo de pensar em como é que a ía resolver.
Nada de hospitais! O que é que eu iria parecer, se se soubesse que tinha cortado o meu próprio pé?! As pessoas têm uma tendência para não compreender esse tipo de coisas…

(cont.)


Escrito em 2002, foi agora publicado, em versão BD, com desenhos de João Sequeira e edição da Bêdêteca.