gravado nas ruas, por "todo" o mundo...
01 janeiro 2009
05 setembro 2008
A propos de Mocho
08 agosto 2008
28 junho 2008
Long Knives Through The Grapevine
Long Knives Through The GrapevineOpuntia Books 2008
capa e edição André Lemos
poemas Les D. Turley
tradução Marta Elias
ilustrações Filipe Abranches
música Miguel Mocho
CD
01 dumbness 02 alley sounds for a street king 03 clown 04 babbling 05 gecko quest 06 big and mean with horns 07 white horizon 08 lord of triangles
miguel mochobaixo, banjo, concertina, e-bow, glockenspiel, guimbarde, guitarra, harmónica, harpa celta, melódica, percussões, programações, sons captados (overdubs), teclados, voz *
participação:
zé sapo violoncelo (alley sounds for a street king; clown)joão aleixo sticks ** (dumbness)
* white horizon - voz de processsador de computador
** baquetas na tábua do pão
agradecimentos: flip sousa; joão aleixo; ricardo brito; carlos b norton; diogo mendes; luis taborda; eddie santos; pedro sebastião
agradecimentos especiais: patricia freire; zé sapo
agradecimentos a quem acabou por não ter nenhuma participação, mas dispôs-se generosamente a isso, quando abordado por mim: henrique martis; nuvem; jorg demel; gil nave; andré penas; tózé bexiga; celina piedade
(e ao andré lemos, por me ter massacrado a cabeça o suficiente para eu ter mesmo gravado o raio do cd J)
todos os temas: poemas les d. turley + musica miguel mocho
© miguelmocho 2008
livro+cd com 8 poemas do obscuro Les D. Turley, 8 ilustrações de Filipe Abranches e um CD com 8 músicas de Miguel Mocho.
foi tudo feito em casa, com o meu portátil (ACER Aspire 1644WLMi; Intel Pentium M 760, 2.0GHz, 533Mhz FSB, 2MB L2 cache; 100GB HDD; 1GB DDR2; placa de som OnBoard), os meus instrumentos (e um ou outro emprestados), um micro SHURE SM58 (sem cabeça “passou a ser” um SM57 para captação de instrumentos e amps).
o cello foi captado com micro AKG do sapo e gravado para o PC passando por uma mesa FOSTEX.
lord of triangles inteiramente gravado em MiniDisc SONY MZ-R700, com micro SONY ECM 717 e utilizando sons reais de chuva (à janela da minha casa lá por Abril) captados com o mesmo equipamento.
programações em Fruity Loops.
gravação, mistura, produção e pseudo-edição em Nuendo.
overdubs captados naquelas situações em que alguns de vocês já me viram de micro na mão a gravar o mar a bater nas costas da córsega, os grilos a cantarem na serra de Arouca, os passos de um camelo nas dunas de merzouga ou os discursos do meu avô na ceia de natal.
composto, gravado e produzido intermitentemente entre 10 e 28 de Junho de 2008.
recomenda-se a audição com headphones para melhor desfrutar das panorâmicas acentuadas.
durante a produção deste cd foram aliviadas de existência cerca de uma centena de médias CERGAL (€1,39 o pack de 6, no PINGO DOCE), uma garrafa de JOHNNY WALKER Black Label, uma garrafa de JIM BEAM Kentucky straight bourbon whiskey, uma garrafa de BUSHMILLS e vários outros artigos.
nenhum animal foi ferido ou maltratado durante a produção deste cd (com eventual excepção para maus tratos a um mocho). PLAY IT LOUD ! ! !
Turley
recorded, mixed & produced BY miguel mocho, AT mocho-caverna, WITH nuendo, IN stereo, ON bushmills
críticas disponíveis:http://lerbd.blogspot.com/2008/07/long-knives-through-grapevine-les-d.html
http://osamasecretlovers.blogspot.com/2008/07/post-laica-sound-12.html
OUVIR / LISTEN
10 junho 2008
4 mulheres de coragem
acrílico s/ tela - 50 x 40 (2008)
(cartaz para peça d’a bruxa teatro)
4 mulheres de coragemde Rona MunroUma peça sobre a força e a fraqueza, a sobrevivência e a traição. Relata-nos a vida de quatro mulheres cujos maridos foram mortos ou estão presos por razões políticas. Vivendo no quotidiano da guerra, em Belfast, os problemas são o background constante da peça mas, de certo modo, são periféricos às vidas destas mulheres que se habituaram a viver nas dificuldades de quem vive em zona de guerra. Marie e o seu viver quotidiano, passado nas quatro paredes da cozinha, os riscos quando se visita o night club local, a bebida… O aparecimento de uma estranha rapariga ameaça a estruturada condição de viúva de Marie e, com ela, a rebelião. O conformismo dá lugar à esperança em quatro vidas aprisionadas numa cidade aprisionada.
tradução António Henrique Conde
encenação Figueira Cid
cenografia+figurinos Sara Machado da Graça
interpretação Ana Leitão, Josefina Massango, Marta Inocentes e Sara Costa
a bruxa TEATRO 12Jun-05Jul 2008 _ ter-sab _ 21h30
120’ _ drama _ m/16
01 abril 2008
Dudeísmo

...não se pode cometer o erro frequente de confundir dudes com hippies!Hippies são meros bandos ingénuos de sentimentalistas que fumam demasiada ganza.Dudes de mochila às costas, por outro lado, são independentes, bem informados, e suficientemente cínicos para saberem que as pessoas e as coisas não são intrinsecamente “todas boas”. Muitos deles também fumam demasiada ganza, mas isso é outro assunto. Pode-se dizer que os dudes são realistas que se revoltam contra idealismo excessivo, enquanto que os hippies são idealistas que se revoltam contra realidade excessiva. Assim, o mandamento dude é o mesmo que o de Voltaire, o de Samuel Johnson e o de Thoreau: Tende para o teu próprio pequeno jardim e conserta a vedação do teu vizinho.
Os hippies, por outro lado, pensam que o mundo inteiro é um jardim sem vedações, e depois ficam desapontados quando as pessoas disparam contra eles por invasão de propriedade. Esta seria uma excelente época para convocar Adão e Eva, mas os dudeistas não acreditam que essa treta tenha alguma vez acontecido.
Oliver Benjamin
Duderonomy
A liberdade é excelente! Muitos jovens morreram com a cara no estrume para proteger a nossa liberdade. Apesar disso, ainda há que ser cortês e manter a voz baixa em restaurantes familiares.
DUDERONOMY: Regras para viver segundo elas e, por vezes, para quebrar (livro 3)
DUDERONOMY: Regras para viver segundo elas e, por vezes, para quebrar (livro 3)
15 março 2008
13 março 2008
27 fevereiro 2008
31 janeiro 2008
19 outubro 2007
Thriller
Um dos vídeos mais marcantes de sempre!!
John Landis na realização e Mick Garris (Produtor da série Masters of Horror) no 1º zombie a sair da campa
15 fevereiro 2007
31 dezembro 2006
30 novembro 2006
29 novembro 2006
24 novembro 2006
17 novembro 2006
02 novembro 2006
02 maio 2006
Ao Sul
Miguel, Mentes? Minto.
469 anos depois.
ao sul. terra à vista.
passa por mim em http://mumemo.blogspot.com/
...que eu só torno a passar por aqui em setembro
De que me serve fugir
Da morte, dor e perigo,
Se me eu levo comigo?
Tenho-me persuadido,
Por razão conveniente,
Que não posso ser contente,
Porque que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido,
O meu tormento comigo,
Que eu mesmo sou meu perigo.
E, se de mim me livrasse,
Nenhum gosto me seria;
Que, não sendo eu, não teria
Mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assim passe,
Ou com desgosto comigo,
Ou sem gosto e sem perigo.
Luis Vaz de Camões
469 anos depois.
ao sul. terra à vista.
passa por mim em http://mumemo.blogspot.com/
...que eu só torno a passar por aqui em setembro
De que me serve fugir
Da morte, dor e perigo,
Se me eu levo comigo?
Tenho-me persuadido,
Por razão conveniente,
Que não posso ser contente,
Porque que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido,
O meu tormento comigo,
Que eu mesmo sou meu perigo.
E, se de mim me livrasse,
Nenhum gosto me seria;
Que, não sendo eu, não teria
Mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assim passe,
Ou com desgosto comigo,
Ou sem gosto e sem perigo.
Luis Vaz de Camões
19 abril 2006
13 abril 2006
30 março 2006
21 março 2006
19 março 2006
METAMORFINA # 01
No passado dia 17 de Março ocorreu o lançamento do METAMORFINA em Évora e aqui ficam alguns testemunhos visuais de amigos que não quiseram deixar de apoiar o seu livro favorito.


08 março 2006
METAMORFINA em évora
13 janeiro 2006
Nothing But The Blues

the blues ain’t nothing but a good man feelin’ bad
MOJO HAND – Espécie de amuleto hoodoo, que consiste num pequeno saco, com poderes mágicos, contendo determinados ingredientes e perfumado com certas essências, conforme o feitiço ou o poder a que se destina. Elemento de grande relevo na iconografia do blues.
MOJO – da palavra africana “mojuba” (reza, oração de graças).
HAND – conjunto das diferentes cartas que um jogador tem na mão e de que dispõe para uma partida.
A MOCHO HAND – Partida de blues de Miguel Mocho (guitarras . harmónica . voz), com os trunfos que reúne para cada feitiço. Esta noite: joão aleixo (bateria . congas), núvem (baixo . contrabaixo); jorg demel (sax soprano), gonçalo (guitarra). Nothing But The Blues.
Sociedade Harmonia Eborense :: 07 Janeiro 2006 :: 23h30
31 dezembro 2005
30 dezembro 2005
Cu - Ri - Cu - Lume

Amsterdam _ Umma Gumma CoffeeShop _ Ago997
Miguel Mocho nasceu em Lisboa.
Desde cedo dedicou-se à música, com a consequente acumulação de dívidas e mal-estar físico. Compôs bandas sonoras duvidosas para filmes que ninguém viu e participou, como actor, em produções que ninguém conhece. Mais tarde estudou cinema, o que lhe serve para tecer comentários mais arrojados, quando vai ao Nimas.
Estudou desenho e pintura, tendo abrandado a sua actividade nesta área ao constatar que até os deficientes pintam melhor os postais de Natal com os pés do que ele com as suas mãos enormes.
Licenciou-se em arquitectura, como plano para arranjar uma carreira, mas acaba por passar os seus dias a escrever histórias bizarras em bares duvidosos...
Viajou e residiu em vários pontos do mundo, e morrerá um dia, em parte incerta, de forma despercebida e, certamente, na miséria.
24 novembro 2005
Crepi Lupo!

Moto Guzzi V7 Special 1969
Em 93 apaixonei-me por uma mais velha do que eu...
Foi em Milão, e voltei para Lisboa com o coração suspirante. Só no ano seguinte consegui ir buscá-la para junto de mim e, desde então, nunca mais nos separámos.
Claro que ela não sai muito, mas compreende-se... já tem uma certa idade.
23 novembro 2005
Metamorfina

De Kafkiano, o METAMORFINA tem quase tudo. Começa com o típico "esta manhã acordei e, " depois é o mundo de um indivíduo que se desmorona num conto de escatologia quase gore, onde, por pouco, poderiam caber cenas do "cidadão Tetsuo". As páginas constituídas por uma imagem são uma galeria de horrores e que acentuam um texto que não nos dá descanso em termos de detalhe horripilante e denunciam o incómodo do quotidiano e da vida burguesa. Com um final que ainda tem direito a um "punch-line", uma história só para quem tem estômagos fortes!
Bedeteca de Lisboa
prefácio de METAMORFINA
LXcomics nº 17
ISBN 972-8487-71-1
21 novembro 2005
Operação Tallinn
14 novembro 2005
Operação Tallinn _ 07
12 novembro 2005
The piano has been drinking
11 novembro 2005
10 novembro 2005
09 novembro 2005
08 novembro 2005
07 novembro 2005
06 novembro 2005
05 novembro 2005
04 novembro 2005
03 novembro 2005
02 novembro 2005
Lola
01 novembro 2005
Metamorfina

Metamorfina _ pág 6
Esta manhã acordei e, ao sair da cama, verifiquei que arrastava ligeiramente o pé esquerdo. Era um arrastar pesado, lento, mas compassado: como que um prolongamento do esforço de andar.
Eram já horas de sair, mas toda aquela nova situação, que se agravava ao longo dos meus afazeres matinais, me atrasara bastante, ao ponto de levar quase dez minutos só para vestir as calças, e duas vezes um quarto disso para calçar os sapatos.
Não poderia aparecer assim no escritório. Nem pensar!
Fui ao fundo dos meus recursos, mas nada me parecia eficaz: Um par de muletas iria criar aquela horrivel reacção de piedade passageira, perversamente temperada com o nojo inspirado por uma aberração; e uma bengala só me daria um ar petulante e irrisório.
Foi então que, ao passar pela cozinha, para o habitual café da manhã, se me prendeu o pé no armário, refúgio da minha meticulosa colecção de garrafas que, em tantas outras ocasiões, completaram as não menos meticulosas exigências dos prazeres da noite.
Aquilo estava a enervar-me e, ao tentar reaver o meu pé, parti uma das três últimas sobreviventes de Brunello di Montalcino de 71. A fúria afogou-me a razão e, num revirar de olhos, um impulso lançou-me as mãos ao aguçado cutelo da carne, deixado sobre a bancada desde o jantar da véspera.
Quando a ira se afastou, a razão narrava-me o sucedido: O cutelo jazia no chão, junto a um resto de tecido das minhas calças e ao sapato ensopado em sangue. Dentro deste, ainda palpitava o que fora o meu pé.
Fiquei danado com a situação, e tratei logo de pensar em como é que a ía resolver.
Nada de hospitais! O que é que eu iria parecer, se se soubesse que tinha cortado o meu próprio pé?! As pessoas têm uma tendência para não compreender esse tipo de coisas…
(cont.)
Escrito em 2002, foi agora publicado, em versão BD, com desenhos de João Sequeira e edição da Bêdêteca.
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