
15 março 2008
13 março 2008
27 fevereiro 2008
31 janeiro 2008
19 outubro 2007
Thriller
Um dos vídeos mais marcantes de sempre!!
John Landis na realização e Mick Garris (Produtor da série Masters of Horror) no 1º zombie a sair da campa
15 fevereiro 2007
31 dezembro 2006
30 novembro 2006
29 novembro 2006
24 novembro 2006
17 novembro 2006
02 novembro 2006
02 maio 2006
Ao Sul
Miguel, Mentes? Minto.
469 anos depois.
ao sul. terra à vista.
passa por mim em http://mumemo.blogspot.com/
...que eu só torno a passar por aqui em setembro
De que me serve fugir
Da morte, dor e perigo,
Se me eu levo comigo?
Tenho-me persuadido,
Por razão conveniente,
Que não posso ser contente,
Porque que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido,
O meu tormento comigo,
Que eu mesmo sou meu perigo.
E, se de mim me livrasse,
Nenhum gosto me seria;
Que, não sendo eu, não teria
Mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assim passe,
Ou com desgosto comigo,
Ou sem gosto e sem perigo.
Luis Vaz de Camões
469 anos depois.
ao sul. terra à vista.
passa por mim em http://mumemo.blogspot.com/
...que eu só torno a passar por aqui em setembro
De que me serve fugir
Da morte, dor e perigo,
Se me eu levo comigo?
Tenho-me persuadido,
Por razão conveniente,
Que não posso ser contente,
Porque que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido,
O meu tormento comigo,
Que eu mesmo sou meu perigo.
E, se de mim me livrasse,
Nenhum gosto me seria;
Que, não sendo eu, não teria
Mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assim passe,
Ou com desgosto comigo,
Ou sem gosto e sem perigo.
Luis Vaz de Camões
19 abril 2006
13 abril 2006
30 março 2006
21 março 2006
19 março 2006
METAMORFINA # 01
No passado dia 17 de Março ocorreu o lançamento do METAMORFINA em Évora e aqui ficam alguns testemunhos visuais de amigos que não quiseram deixar de apoiar o seu livro favorito.


08 março 2006
METAMORFINA em évora
13 janeiro 2006
Nothing But The Blues

the blues ain’t nothing but a good man feelin’ bad
MOJO HAND – Espécie de amuleto hoodoo, que consiste num pequeno saco, com poderes mágicos, contendo determinados ingredientes e perfumado com certas essências, conforme o feitiço ou o poder a que se destina. Elemento de grande relevo na iconografia do blues.
MOJO – da palavra africana “mojuba” (reza, oração de graças).
HAND – conjunto das diferentes cartas que um jogador tem na mão e de que dispõe para uma partida.
A MOCHO HAND – Partida de blues de Miguel Mocho (guitarras . harmónica . voz), com os trunfos que reúne para cada feitiço. Esta noite: joão aleixo (bateria . congas), núvem (baixo . contrabaixo); jorg demel (sax soprano), gonçalo (guitarra). Nothing But The Blues.
Sociedade Harmonia Eborense :: 07 Janeiro 2006 :: 23h30
31 dezembro 2005
30 dezembro 2005
Cu - Ri - Cu - Lume

Amsterdam _ Umma Gumma CoffeeShop _ Ago997
Miguel Mocho nasceu em Lisboa.
Desde cedo dedicou-se à música, com a consequente acumulação de dívidas e mal-estar físico. Compôs bandas sonoras duvidosas para filmes que ninguém viu e participou, como actor, em produções que ninguém conhece. Mais tarde estudou cinema, o que lhe serve para tecer comentários mais arrojados, quando vai ao Nimas.
Estudou desenho e pintura, tendo abrandado a sua actividade nesta área ao constatar que até os deficientes pintam melhor os postais de Natal com os pés do que ele com as suas mãos enormes.
Licenciou-se em arquitectura, como plano para arranjar uma carreira, mas acaba por passar os seus dias a escrever histórias bizarras em bares duvidosos...
Viajou e residiu em vários pontos do mundo, e morrerá um dia, em parte incerta, de forma despercebida e, certamente, na miséria.
24 novembro 2005
Crepi Lupo!

Moto Guzzi V7 Special 1969
Em 93 apaixonei-me por uma mais velha do que eu...
Foi em Milão, e voltei para Lisboa com o coração suspirante. Só no ano seguinte consegui ir buscá-la para junto de mim e, desde então, nunca mais nos separámos.
Claro que ela não sai muito, mas compreende-se... já tem uma certa idade.
23 novembro 2005
Metamorfina

De Kafkiano, o METAMORFINA tem quase tudo. Começa com o típico "esta manhã acordei e, " depois é o mundo de um indivíduo que se desmorona num conto de escatologia quase gore, onde, por pouco, poderiam caber cenas do "cidadão Tetsuo". As páginas constituídas por uma imagem são uma galeria de horrores e que acentuam um texto que não nos dá descanso em termos de detalhe horripilante e denunciam o incómodo do quotidiano e da vida burguesa. Com um final que ainda tem direito a um "punch-line", uma história só para quem tem estômagos fortes!
Bedeteca de Lisboa
prefácio de METAMORFINA
LXcomics nº 17
ISBN 972-8487-71-1
21 novembro 2005
Operação Tallinn
14 novembro 2005
Operação Tallinn _ 07
12 novembro 2005
The piano has been drinking
11 novembro 2005
10 novembro 2005
09 novembro 2005
08 novembro 2005
07 novembro 2005
06 novembro 2005
05 novembro 2005
04 novembro 2005
03 novembro 2005
02 novembro 2005
Lola
01 novembro 2005
Metamorfina

Metamorfina _ pág 6
Esta manhã acordei e, ao sair da cama, verifiquei que arrastava ligeiramente o pé esquerdo. Era um arrastar pesado, lento, mas compassado: como que um prolongamento do esforço de andar.
Eram já horas de sair, mas toda aquela nova situação, que se agravava ao longo dos meus afazeres matinais, me atrasara bastante, ao ponto de levar quase dez minutos só para vestir as calças, e duas vezes um quarto disso para calçar os sapatos.
Não poderia aparecer assim no escritório. Nem pensar!
Fui ao fundo dos meus recursos, mas nada me parecia eficaz: Um par de muletas iria criar aquela horrivel reacção de piedade passageira, perversamente temperada com o nojo inspirado por uma aberração; e uma bengala só me daria um ar petulante e irrisório.
Foi então que, ao passar pela cozinha, para o habitual café da manhã, se me prendeu o pé no armário, refúgio da minha meticulosa colecção de garrafas que, em tantas outras ocasiões, completaram as não menos meticulosas exigências dos prazeres da noite.
Aquilo estava a enervar-me e, ao tentar reaver o meu pé, parti uma das três últimas sobreviventes de Brunello di Montalcino de 71. A fúria afogou-me a razão e, num revirar de olhos, um impulso lançou-me as mãos ao aguçado cutelo da carne, deixado sobre a bancada desde o jantar da véspera.
Quando a ira se afastou, a razão narrava-me o sucedido: O cutelo jazia no chão, junto a um resto de tecido das minhas calças e ao sapato ensopado em sangue. Dentro deste, ainda palpitava o que fora o meu pé.
Fiquei danado com a situação, e tratei logo de pensar em como é que a ía resolver.
Nada de hospitais! O que é que eu iria parecer, se se soubesse que tinha cortado o meu próprio pé?! As pessoas têm uma tendência para não compreender esse tipo de coisas…
(cont.)
Escrito em 2002, foi agora publicado, em versão BD, com desenhos de João Sequeira e edição da Bêdêteca.
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